Quando eu era mais nova gostava de ter as coisas que eu queria imediatamente, não chegava a ser uma criança insuportável e nem chorona, pelo contrário, sempre fui meio dona do meu nariz, nunca levava desaforo pra casa e arquitetava direitinho como era que eu ia chegar pros meus pais pra pedir alguma coisa. Lembro que tinha um sapo que eu era doida pra ter, ele tinha um chulé fedorento que só sentindo e ao invés do papai comprá-lo pra mim, comprou foi pra minha irmã, pois eu descobri onde o sapo estava escondido (na parte inferior do guarda-roupa da mamãe), ia lá todo dia, tirava o sapo do papel de presente e brincava a tarde inteira com ele, quando chegava perto da hora que eles chegavam do trabalho eu colocava no papel de presente direitinho de novo, e assim foi até que o sapo foi salvo quando meu pai o levou pra casa da minha irmã. E minha mãe veio descobrir essa história semana passada porque eu contei me acabando de rir.
Me tornei uma pessoa que não gosta muito de ficar em baixo da saia dos outros, gosto de fazer o que eu quero sempre que possível e só sou maria-vai-com-as-outras quando estou cansada de toda a mão de obra de um pensamento uno, não há nada que pague uma opinião própria, mas entendo um pouquinho do sarcasmo dos homens que se acham "inteligentes" demais, uma coisa sabem fazer, manipular as palavras e as pessoas, quando estas não têm vida e olhos para ver um tantinho mais além. Falo do Homem no sentido geral da raça humana. Eu apenas me submeto a famosa frase de Sócrates em que ele diz: "eu só sei que nada sei".
Voltando a pegar o gancho, estava escrevendo no primeiro parágrafo sobre a minha suposta auto-confiança, é que hoje, pela primeira vez em dezenove anos e alguns meses vim parar pra pensar na minha impulsividade e notei o quanto já fui corajosa, não que ser impulsiva seja algo bom, se bom não é, ruim também que não. Vez ou outra a danada foge ao meu controle, mas já que parei esta madrugada pra pensar nisso, é um bom começo para [re]conhecer habilidades. Horrível mesmo é quando eu nem paro pra pensar, abro os olhos e pronto, já foi, tá feito, não adianta nem pensar que poderia ter evitado, depois vem a timidez como a velocidade da luz, o arrpendimento, mas isso só algumas vezes, de vez em quando acho que ela é minha melhor amiga, como foi hoje por exemplo.
Depois de tudo isso cheguei a conclusão de que CHEGA!!! Não quero jogar com o mundo e muito menos com o que tenho ou deixo de ter, prefri negar o controle remoto quando chegou a minha vez, a parte física do meu cérebro cansa de mandar impulsos fora de ordem quando as coisas estão passando dos limites exigidos pelo meu lado emocional. De perto as coisas só parecem mais loucas e eu não tenho mais 12 anos.